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13 ativos que a gestante não pode usar: confira os rótulos

13/07/2026

9 min de leitura

9 min de leitura

barriga de uma gestante

A gestação envolve cuidados especiais, tanto para a proteção da mamãe quanto do bebê. É nessa hora que muitos hábitos precisam ser revistos, e o skincare na gravidez é um deles. Poucas pessoas sabem, mas alguns ativos podem ser absorvidos pela pele e, dependendo do caso, atravessar a barreira placentária.

Mas calma: isso não significa abrir mão dos cuidados com a pele, muito pelo contrário. Como a derme fica mais sensível e reativa nesse período, ela pede atenção redobrada. O segredo é saber ler o rótulo e reconhecer quais ingredientes devem ficar fora da sua nécessaire durante a gravidez. Vem conferir e, no fim, a gente mostra por quais ativos seguros você pode trocar cada um!

mulher gestante

1. Ureia

A ureia é um dos ativos hidratantes mais comuns em cremes e loções — e aqui vale um esclarecimento que confunde muita gente. A ureia hidratante (ou umectante), aquela usada para tratar pele seca, áspera e descamada, é considerada segura na gestação: ela inclusive faz parte do fator de hidratação natural da própria pele e tem baixíssima absorção sistêmica.

A atenção, na verdade, recai sobre conservantes de nome parecido: a imidazolidinilureia e a diazolidinilureia. Apesar do “ureia” no nome, elas não são a ureia hidratante — são liberadoras de formaldeído (citadas na seção anterior) e, essas sim, devem ser evitadas durante a gestação.

produto da oceane

2. Alfa-hidroxiácidos

Os alfa-hidroxiácidos (AHAs) são ácidos esfoliantes e renovadores que incluem o glicólico, o ácido mandélico, o lático, o málico e o tartárico. Em baixas concentrações, presentes em muitos cosméticos de uso diário, costumam ser considerados seguros. A atenção se volta para as altas concentrações e os peelings químicos, que promovem uma esfoliação intensa.

Durante a gravidez, as alterações hormonais e o aumento do fluxo sanguíneo deixam a pele mais reativa e sensível, o que eleva a chance de irritação, vermelhidão e sensibilização diante de ácidos potentes. Por isso, a orientação é adiar peelings e fórmulas concentradas para depois do parto, mantendo no período apenas a esfoliação suave.

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3. Cânfora

A cânfora aparece em formulações anti-inflamatórias, em produtos com efeito de relaxar a musculatura e em cremes para alívio de coceira. Sobre a segurança na gravidez, vale separar duas situações. A cânfora de uso tópico, em cosméticos, é considerada segura: estudos de acompanhamento de gestantes não encontraram aumento de malformações. Os riscos mais sérios descritos referem-se à ingestão ou ao uso oral de cânfora, que pode ser tóxica.

Ainda assim, como não há um benefício cosmético essencial nesse ativo e por uma postura de precaução, parte das gestantes e dos profissionais prefere evitar produtos com cânfora durante a gestação. O cuidado inegociável é nunca ingeri-la nem aplicá-la em mucosas. Na dúvida sobre uma formulação específica, confirme com a sua dermatologista.

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4. Hidroquinona

A hidroquinona é um dos clareadores mais potentes do mercado, muito usada no tratamento de manchas como o melasma. O ponto de atenção aqui não é a eficácia, e sim a alta absorção sistêmica: diferentemente da maioria dos ativos tópicos, estima-se que entre 35% e 45% da hidroquinona aplicada seja absorvida pela pele e chegue à corrente sanguínea.

Como ainda faltam estudos robustos que confirmem sua segurança na gestação — e justamente por causa dessa absorção elevada —, a recomendação amplamente adotada é interromper o uso durante a gravidez e a lactação. No rótulo, fique atenta a nomes como hidroquinona, quinol e 1,4-di-hidroxibenzeno.

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5. Retinoides

Os retinoides são derivados da vitamina A e formam o grupo de maior consenso entre os contraindicados na gestação. Eles aparecem em fórmulas anti-idade, clareadoras e no tratamento da acne sob diferentes nomes no rótulo: retinol, ácido retinoico (tretinoína), retinaldeído, palmitato de retinila, adapaleno, tazaroteno e isotretinoína.

Embora a absorção dos retinoides tópicos seja pequena, existem relatos de casos de defeitos congênitos e faltam estudos amplos que comprovem a segurança do uso na gravidez. Por isso, a dermatologista recomenda suspender qualquer formulação com retinoides durante toda a gestação e também a amamentação. Vale revisar com atenção séruns anti-idade e tratamentos para acne, que frequentemente trazem esses ativos sem grande destaque na embalagem.

6. Ácido salicílico

O ácido salicílico é um beta-hidroxiácido queridinho no controle da oleosidade e no tratamento da acne. Aqui existe uma nuance importante: em baixa concentração e em produtos de enxágue, como sabonetes, ele costuma ser considerado de baixo risco. O que realmente preocupa são as altas concentrações, sobretudo em peelings químicos e produtos “leave-on” de uso prolongado.

Há ainda a versão oral, quimicamente aparentada à aspirina, cujo uso em doses altas — em especial no fim da gestação — está associado a riscos já conhecidos. Resumindo: não é o ingrediente em si que é proibido, mas o uso em alta dose. Por isso, confira sempre a concentração indicada no rótulo e valide a fórmula com a sua dermatologista.

7. Oxibenzona

A importância do protetor solar durante a gravidez não pode ser subestimada. Comecemos pelo mais importante: o protetor solar é item obrigatório na gestação, inclusive porque a pele fica mais propensa ao melasma nesse período. O cuidado não é com o protetor em si, mas com o tipo de filtro utilizado. A oxibenzona e outros filtros químicos, como o octinoxato, são absorvidos pela pele para exercer sua função e possuem absorção sistêmica documentada.

Ainda não há consenso definitivo sobre danos diretos ao feto em humanos, mas há indícios de que esses filtros possam atuar como desreguladores endócrinos. Pelo princípio da precaução, a maioria dos dermatologistas recomenda preferir, na gravidez, os filtros físicos/minerais (óxido de zinco e dióxido de titânio), que formam uma barreira na superfície da pele com absorção mínima.

8. Formaldeído

O formaldeído é um conservante e endurecedor classificado como agente cancerígeno, mas raramente aparece com esse nome no rótulo. O que se encontra são os liberadores de formaldeído: substâncias que soltam a molécula aos poucos para conservar o produto.

São muito comuns em alisamentos capilares, esmaltes, colas de cílios e como conservantes de cosméticos em geral. Pela combinação de potencial cancerígeno e exposição cumulativa, a recomendação é evitá-los durante a gestação.

9. Parabenos

Os parabenos são conservantes amplamente usados para evitar a proliferação de fungos e bactérias em cremes, séruns, protetores e maquiagens. No rótulo, aparecem como metilparabeno, propilparabeno, butilparabeno, isopropilparabeno e isobutilparabeno. A preocupação na gestação é o potencial de atuarem como desreguladores endócrinos, interferindo na sinalização hormonal.

Como a mulher costuma usar vários produtos ao longo do dia, a exposição a parabenos pode se somar. Por precaução, agências reguladoras e especialistas recomendam que gestantes e lactantes priorizem fórmulas livres de parabenos.

10. Ftalatos

Os ftalatos são plastificantes usados para dar flexibilidade e fixação e estão entre os disruptores endócrinos mais conhecidos. O complicado é que dificilmente aparecem com o nome “ftalato” no rótulo: costumam se esconder dentro do termo genérico “fragrância” (parfum) e em esmaltes, sob siglas como DEP (dietilftalato), DBP (dibutilftalato) e DMP (dimetilftalato).

Diversos estudos investigam a associação entre a exposição a ftalatos e possíveis alterações no desenvolvimento fetal, o que reforça a recomendação de cautela. Sempre que possível, opte por produtos rotulados como “livres de ftalatos” e “sem fragrância”.

11. Triclosano

O triclosano é um agente antibacteriano presente em alguns sabonetes, desodorantes e cosméticos de higiene. Ele é apontado como possível desregulador endócrino e tem dados de segurança limitados para a gravidez. Pela combinação de potencial hormonal e poucas evidências de segurança, a orientação por precaução é evitar produtos que o contenham durante a gestação e a amamentação.

Confira o review completo da linha maternidade da Océane e aproveite!

12. Tolueno

O tolueno é um solvente derivado do petróleo, comum em esmaltes, onde garante o acabamento liso e uniforme. Em exposições mais altas, é potencialmente tóxico para os sistemas nervoso e reprodutivo — risco que se acentua em ambientes pouco ventilados, como alguns salões. No rótulo, pode aparecer como tolueno, metilbenzeno ou toluol.

Prefira esmaltes com selo “3-free” (ou superior), livres de tolueno, formaldeído e ftalatos, e mantenha o ambiente bem arejado na hora de pintar as unhas.

13. Ácido tioglicólico

O ácido tioglicólico é o ativo por trás de muitos alisantes e cremes depilatórios químicos: ele rompe as ligações da queratina para alisar os fios ou dissolver o pelo. No rótulo, pode vir como ácido tioglicólico, mercaptoacetato ou ácido mercaptoacético. Como há poucos estudos sobre sua segurança na gestação e o uso costuma envolver a inalação de vapores, a recomendação é evitar ou limitar a exposição, sempre em ambiente bem ventilado e com teste prévio de sensibilidade.

Dermatologista explica como escolher cosméticos seguros na gravidez

A gente sabe que dá insegurança montar (ou ajustar) o skincare nesse momento. Com esta lista, fica mais fácil se direcionar. Um roteiro rápido:

  1. Leia sempre o rótulo e procure os ingredientes de atenção na lista de composição (INCI). Não achou o nome? Quase sempre é possível consultar a fórmula completa no site da marca;
  2. Prefira fórmulas pensadas para gestantes e lactantes, idealmente com recomendação dermatológica;
  3. Mantenha o básico inegociável: protetor solar mineral todos os dias e hidratação reforçada;
  4. Consulte sua dermatologista. Nenhum guia substitui a avaliação individual, que considera o seu tipo de pele e a fase da gestação.

Quer dar o próximo passo nos cuidados da gestação? Aproveite para descobrir como evitar estrias na gravidez. Até o próximo post!

Referências

AMERICAN ACADEMY OF DERMATOLOGY. Dermatologist-approved pregnancy skin care. [s. l.], 26 jun. 2025. Disponível em: https://www.aad.org/public/everyday-care/skin-care-secrets/routine/pregnancy-skin-care. Acesso em: 23 jun. 2026.

BOZZO, P.; CHUA-GOCHECO, A.; EINARSON, A. Safety of skin care products during pregnancy. Canadian family physician Medecin de famille canadien, v. 57, n. 6, p. 665–7, jun. 2011.

‌INFANT RISK CENTER. An overview of the safety of skin care products during pregnancy. Amarillo: Texas Tech University Health Sciences Center, [s. d.]. Disponível em: https://www.infantrisk.com/content/overview-safety-skin-care-products-during-pregnancy. Acesso em: 17 jun. 2026.

‌PUTRA, I. B.; NELVA KARMILA JUSUF; NANI KUMALA DEWI. Skin Changes and Safety Profile of Topical Products During Pregnancy. The Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology, v. 15, n. 2, p. 49, fev. 2022.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. O que está liberado e proibido na gravidez? Rio de Janeiro, 7 maio 2024. Disponível em: https://sbd.org.br/campanha/2024/05/07/o-que-esta-liberado-e-proibido-na-gravidez/. Acesso em: 23 jun. 2026.

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