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Vitiligo: o que é, por que surge e como tratar?

Redação Océane

06/04/2026

11 min de leitura

Redação Océane

11 min de leitura

mulher com vitiligo

mulher com vitiligo

O vitiligo é uma doença de pele que afeta cerca de 2% da população mundial e, no Brasil, alcança aproximadamente 0,54% das pessoas¹. A condição pode afetar homens e mulheres e provoca alterações na tonalidade da pele, resultando no surgimento de manchas claras em diferentes regiões do rosto e do corpo.

Embora o vitiligo exista há muito tempo, o assunto ganhou ainda mais visibilidade nos últimos anos. Um exemplo foi a participação da modelo Natália Deodato no Big Brother Brasil em 2022¹, que ajudou a ampliar o debate sobre representatividade e diversidade de pele. Desde então, o tema vem sendo cada vez mais discutido, contribuindo para desmistificar a condição e valorizar a beleza presente em todos os tipos de pele.

Por isso, reunimos neste guia as principais informações sobre vitiligo: o que é, o que causa, sintomas, diagnóstico, tipos e tratamentos. Seja por curiosidade ou por identificação com a condição, venha entender melhor esse tema com a gente.

O que é o vitiligo?

De forma simples, trata-se de uma doença caracterizada pela perda da coloração natural da pele, o que provoca irregularidades nos tons da epiderme em diferentes regiões do corpo.

Essa alteração acontece porque as células responsáveis pela produção de melanina — chamadas de melanócitos — deixam de funcionar corretamente ou passam a ser destruídas. A melanina é o pigmento que dá cor à pele, aos cabelos e aos olhos. Quando há redução ou ausência dessas células, surgem as manchas claras que caracterizam o vitiligo.

Ainda não existem estudos que apontem uma única causa definitiva para o surgimento da doença. No entanto, especialistas indicam que alguns fatores podem estar associados ao desenvolvimento da condição. Entre eles, estão alterações no sistema imunológico, fatores genéticos, traumas emocionais intensos e até o contato com determinadas substâncias químicas que podem prejudicar os melanócitos, fatores que ajudam a explicar o que causa vitiligo na pele em muitos pacientes.

Quando começa a se manifestar a condição?

O vitiligo não possui uma idade específica para começar a se manifestar. Isso significa que as manchas podem surgir ainda na infância ou somente na fase adulta, dependendo das características de cada organismo. De modo geral, muitos casos são identificados antes dos 30 anos, embora a condição possa aparecer em qualquer momento da vida.

Outro ponto importante é que a progressão da doença também varia bastante entre as pessoas. Algumas apresentam uma evolução mais rápida das manchas, enquanto outras percebem o aumento de forma mais lenta e gradual ao longo do tempo. Essa variação faz com que cada caso seja único, reforçando a importância de acompanhamento dermatológico para monitorar a evolução da condição.

Quais são os sintomas do vitiligo?

Os sintomas do vitiligo estão relacionados principalmente às alterações na pigmentação da pele. Embora o sinal mais conhecido seja o surgimento de manchas claras, a condição pode apresentar outras manifestações que variam de pessoa para pessoa. Entre os principais sintomas do vitiligo, podemos destacar:

  • Manchas claras na pele: esse é o sintoma mais característico da condição. As manchas brancas surgem devido à perda de pigmentação e podem aparecer em regiões como mãos, boca, joelhos, pés, braços e costas, embora também possam surgir em outras partes do corpo;
  • Alteração na cor de pelos e cabelos: em algumas regiões afetadas pelo vitiligo, os pelos ou fios de cabelo também podem perder a pigmentação e ficar mais claros;
  • Sensibilidade na área afetada: algumas pessoas relatam sensibilidade ou leve desconforto nas regiões onde surgem as manchas.

 

Clique na imagem abaixo para ver como é a pele com vitiligo

 

Quais são os tipos de vitiligo?

O vitiligo pode se manifestar de maneiras diferentes em cada pessoa. Por isso, a condição costuma ser classificada em dois principais tipos de vitiligo, que se diferenciam principalmente pela forma como as manchas aparecem e se distribuem pelo corpo. Entender essas variações ajuda os profissionais de saúde a avaliar melhor cada caso e a indicar os tratamentos para vitiligo mais adequados. Confira as características de cada tipo:

Vitiligo unilateral ou segmentar

Nesse tipo de vitiligo, as manchas surgem em apenas uma parte do corpo, geralmente concentradas em um único lado ou seguindo uma área específica da pele. Por isso, ele recebe o nome de segmentar.

Esse tipo costuma aparecer com mais frequência em pessoas jovens, principalmente durante a infância ou adolescência. Em muitos casos, as manchas se desenvolvem rapidamente no início e depois entram em um período de estabilidade, sem apresentar grandes expansões ao longo do tempo.

Além da pele, também pode ocorrer alteração na pigmentação dos pelos e dos cabelos nas regiões afetadas, que podem ficar mais claros ou até mesmo brancos. Como a área comprometida costuma ser mais localizada, alguns tratamentos podem ter bons resultados na tentativa de estimular a repigmentação da pele.

Vitiligo bilateral ou não segmentar

Já o vitiligo bilateral — também chamado de não segmentar — é o tipo mais comum da doença. Nesse caso, as manchas aparecem de forma simétrica, atingindo áreas semelhantes dos dois lados do corpo.

Os primeiros sinais costumam surgir nas extremidades do corpo, como mãos, pés, boca, nariz e ao redor dos olhos, mas as manchas também podem aparecer em outras regiões, como braços, joelhos, cotovelos e pescoço. Com o passar do tempo, elas podem aumentar de tamanho ou surgir em novas áreas da pele.

Diferentemente do tipo segmentar, o vitiligo bilateral pode apresentar períodos de progressão e estabilização, variando bastante de pessoa para pessoa. Por isso, o acompanhamento com dermatologista é fundamental para monitorar a evolução da condição e indicar os tratamentos para vitiligo mais adequados para cada caso.

Como é diagnosticada a doença com pigmentação na derme?

O diagnóstico do vitiligo é feito por meio de avaliação médica especializada, geralmente realizada por dermatologistas. Um dos exames que pode ser solicitado é a biópsia cutânea, um procedimento clínico em que uma pequena amostra da pele é coletada para análise em laboratório.

O resultado costuma ficar pronto em até sete dias e ajuda a identificar diferentes condições dermatológicas, como vitiligo, infecções cutâneas, doenças autoimunes e até câncer de pele.

Além desse exame, o médico também pode solicitar outros testes para verificar a presença de doenças associadas e avaliar a saúde do sistema imunológico. Essas informações são importantes para orientar os tratamentos para vitiligo, que devem sempre considerar as necessidades específicas de cada paciente.

Como tratar a pigmentação irregular causada pelo vitiligo?

Apesar de atualmente não haver uma cura, existem tratamentos para vitiligo que ajudam a controlar a progressão das manchas e estimular a repigmentação da pele. Entre as principais formas de tratamento, podemos destacar:

1. Medicamentos orais

Em alguns casos, o dermatologista pode indicar medicações via oral para ajudar no controle da condição. Esses medicamentos atuam principalmente no sistema imunológico e nos processos inflamatórios que podem estar associados ao surgimento das manchas.

O objetivo desse tipo de tratamento é reduzir a progressão do vitiligo e contribuir para a estabilização da doença, sempre considerando as necessidades específicas de cada paciente.

2. Medicamentos tópicos

Outro recurso bastante utilizado nos tratamentos para vitiligo são os medicamentos de uso tópico, como cremes ou pomadas aplicados diretamente sobre as áreas afetadas.

Esses produtos podem ajudar a estimular a repigmentação da pele, além de auxiliar no controle da inflamação local. O uso deve sempre ser feito com orientação médica, respeitando o tempo de tratamento e a frequência de aplicação indicados pelo dermatologista.

3. Terapias dermatológicas

Além dos medicamentos, algumas terapias dermatológicas específicas também podem ser recomendadas como parte do tratamento. Entre elas, estão procedimentos realizados em consultório que utilizam tecnologias para estimular a produção de melanina na pele.

Essas terapias podem contribuir para uniformizar o tom da pele e melhorar a aparência das manchas, principalmente quando associadas a outras estratégias de tratamento.

Vale destacar que nem toda mancha branca na pele é vitiligo. Existem outras condições dermatológicas que também podem provocar alterações na pigmentação, como dermatite, micose, sardas, hipomelanose e até deficiência de nutrientes importantes para o organismo, como vitaminas D e E.

4. Fototerapia

A fototerapia é um dos tratamentos dermatológicos mais utilizados para vitiligo. Nesse método, a pele é exposta a luz ultravioleta controlada, geralmente UVB de banda estreita, que ajuda a estimular a atividade dos melanócitos e a produção de melanina.

As sessões são realizadas em clínicas dermatológicas e costumam acontecer algumas vezes por semana, de acordo com a orientação do especialista.

5. Laser dermatológico

Alguns tratamentos a laser também podem ser utilizados para estimular a repigmentação da pele. Esse tipo de tecnologia atua diretamente nas áreas afetadas, ajudando a ativar as células responsáveis pela produção de melanina. O laser costuma ser indicado principalmente para manchas menores ou localizadas, podendo ser combinado com outros tratamentos.

Existem formas seguras de prevenir o vitiligo?

Atualmente, não existem formas cientificamente comprovadas de prevenir o vitiligo. Isso acontece principalmente porque uma parte significativa dos casos — cerca de 30% — está associada a fatores genéticos.

Nessas situações, o mais importante é observar possíveis alterações na pele e procurar orientação de um dermatologista sempre que surgirem manchas ou mudanças na pigmentação. O acompanhamento médico é fundamental para avaliar cada caso e indicar os cuidados mais adequados.

Qual é a rotina de skincare para quem tem vitiligo?

Incorporar uma rotina de cuidados com a pele também pode fazer diferença para quem convive com o vitiligo. Embora o skincare não seja um tratamento direto para a condição, ele ajuda a manter a pele saudável, protegida e equilibrada, o que contribui para mais conforto no dia a dia. Alguns cuidados simples podem ser incorporados na rotina diária:

Use protetor solar diariamente

A proteção solar é um dos cuidados mais importantes para quem tem vitiligo. Como as áreas despigmentadas não possuem melanina suficiente para ajudar na proteção natural contra os raios solares, elas ficam mais vulneráveis à radiação UV.

Por isso, usar diariamente um bom protetor solar ajuda a proteger a pele contra queimaduras, reduzir a sensibilidade e evitar danos causados pela exposição ao sol. Escolher o melhor protetor solar para quem tem vitiligo faz diferença para garantir uma proteção eficiente no dia a dia.

Uma opção para incluir na rotina é o protetor solar facial FPS 70 da Océane, que oferece alta proteção contra os raios solares e pode ser aplicado diariamente como o último passo do skincare. Usar um protetor com fator elevado é especialmente importante para quem tem vitiligo, já que ajuda a proteger as áreas despigmentadas e a manter a pele mais segura durante a exposição ao sol.

Mantenha a pele sempre hidratada

Manter a pele bem hidratada também é um passo essencial na rotina de cuidados. A hidratação ajuda a fortalecer a barreira cutânea, prevenindo ressecamento, descamação e desconfortos que podem surgir ao longo do dia.

Ao escolher produtos para a rotina, muitas pessoas procuram pelo melhor hidratante para quem tem vitiligo, priorizando fórmulas suaves e nutritivas que ajudem a manter a pele macia, equilibrada e confortável ao longo do dia.

Hidratantes faciais

Faça uma limpeza suave da pele

Outro passo importante é a limpeza da pele com produtos delicados. Sabonetes faciais agressivos ou com muitos ativos irritantes podem causar desconforto e sensibilização, especialmente em peles mais reativas. O ideal é optar por produtos de limpeza suaves e dermatologicamente testados, que removam impurezas e oleosidade sem comprometer a proteção natural da pele.

Prefira produtos dermatologicamente testados

Na rotina de skincare, também é importante escolher cosméticos que tenham sido dermatologicamente testados e que sejam adequados para o seu tipo de pele. Produtos com fórmulas equilibradas e ingredientes calmantes podem ajudar a manter a pele confortável e reduzir possíveis irritações, especialmente quando utilizados de forma consistente na rotina diária.

Esses cuidados não substituem o acompanhamento dermatológico, mas fazem parte de uma rotina de autocuidado que ajuda a proteger, hidratar e valorizar a saúde da pele de quem convive com o vitiligo.

Conviver com o vitiligo envolve informação, acompanhamento dermatológico e uma rotina de cuidados que ajude a manter a pele protegida e saudável no dia a dia. Quanto mais você entende a condição, mais fácil fica adaptar o skincare e os hábitos de cuidado.

E se você quer continuar aprendendo sobre saúde da pele, vale a pena conferir também nosso conteúdo sobre dermatite atópica e entender como identificar os sintomas e cuidar da pele em casos de sensibilidade.

Referências:

MARCHIORO, HZ; SOUZA, JH; RODRIGUES, AP. Atualização na patogênese do vitiligo. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 97, n. 2, p. 145-150, 2022. DOI: https://doi.org/10.1016/j.abd.2022.03.001. Acesso em: 6 mar. 2026.

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SBGDERS, A; SILVA, MRS; OLIVEIRA, L. Vitiligo: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Health Review, v. 6, n. 3, p. 5230-5241, 2023. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/67368. Acesso em: 6 mar. 2026.

SPRITZ, RA. Genetics of Vitiligo – Polygenic and Multifactorial Basis. Journal of Investigative Dermatology, v. 141, n. 9, p. 2168-2175, 2021. DOI: 10.1016/j.jid.2020.10.039. Acesso em: 6 mar. 2026.

SAID-FERNANDEZ, SL; LIMA, H; ROCHA, F. Novel immunological and genetic factors associated with vitiligo. Experimental and Therapeutic Medicine, v. 22, n. 4, p. 1389-1396, 2021. DOI: 10.3892/etm.2021.9743. Acesso em: 6 mar. 2026.

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MEDSCAPE EDITORIAL. Vitiligo Clinical Presentation: History, Physical Examination, and Differential Diagnosis. Emedicine, 2024. Disponível em: https://emedicine.medscape.com/article/1068962-clinical. Acesso em: 6 mar. 2026.

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